terça-feira, 21 de abril de 2009
Um medo.
É um medo, não sei o que é, eu fico agoniado, não sei o que é, é uma voz louca. A voz sou eu, ou eu sou a voz, e a parede é fria demais. E a cadeira... Não tem mais cadeira, estou no chão, estou preso no chão, isso definitivamente são correntes. Onde estão as minhas mãos!? Não consigo movê-las, ou vê-las, ou usá-las para tirar o suor do meu rosto. Não vejo minhas pernas, não vejo nada além das paredes e da minha própria dor. Eu sou o chão! Não, não pode ser, quero sair, tenho medo, a voz voltou. Eu voltei, estou de volta ao chão frio. Tem uma porta a frente, e uma luz se acendeu do lado de fora, pela claridade repentina vinda dali. Um barulho, ainda bem, um barulho... Um barulho não muito bom, um corredor, pode ser, e alguém vindo. Está vindo lentamente para ser ajuda, preciso sair daqui. É um medo, não sei o que é, é um turbilhão de adrenalina abrindo o ventrículo direito, é a pupila dilatada, é a vontade de correr pela própria vida, tão grande que involuntariamente os músculos da perna se acham no direito de começar a ação e acabam batendo em tudo. Mais dor e o barulho mais próximo. A porta se abre e eu grito. A claridade amarela me cega, mas vejo o suficiente pra saber que o recinto está desmoronando e meus grilhões caem por terra. Corro, corro pela floresta escura e sem lei. Bato de frente com uma porta no meio de uma clareira, bem a tempo de vê-la se abrir. Aquilo não sei o que era, era um medo, não sei o que era, veio pra mim, nada senti. De repente, não era mais medo, não era mais nada.
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muuu sz
ResponderExcluirjamile