sábado, 25 de abril de 2009
Lembrei.
Lembrei da chegada das pessoas na minha vida. Lembrei da brisa legal, nas noites legais, e dos momentos legais que vivi intensamente e escondidos. Bem, não gosto de lembrar-me, mas lembro-me. Lembrei do meu primeiro amigo que até hoje é presente em minha vida. Lembrei do meu primeiro dia de aula. Lembrei das emoções que vivi quando criança. Lembrei do meu primeiro beijo. Lembrei do meu primeiro caso. Lembrei do meu desgosto. Lembrei do dia em que eu fui, e voltei arrependido. Lembrei de algumas pessoas que entraram e saíram da minha vida, sempre com algum momento especial. Sempre levando sobre si, um aprendizado legal. Eu acho que não deveria lembrar-me tanto. Eu Lembro e vejo em câmera lenta, o sangue correr em meu braço. Eu lembro que não queria ter lembrado. Eu lembro que disse para mim mesmo que não queria ter dito nada. Eu lembro que não era para lembrar. Eu não deveria permitir longas lembranças, mais ainda lembro.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um medo.
É um medo, não sei o que é, eu fico agoniado, não sei o que é, é uma voz louca. A voz sou eu, ou eu sou a voz, e a parede é fria demais. E a cadeira... Não tem mais cadeira, estou no chão, estou preso no chão, isso definitivamente são correntes. Onde estão as minhas mãos!? Não consigo movê-las, ou vê-las, ou usá-las para tirar o suor do meu rosto. Não vejo minhas pernas, não vejo nada além das paredes e da minha própria dor. Eu sou o chão! Não, não pode ser, quero sair, tenho medo, a voz voltou. Eu voltei, estou de volta ao chão frio. Tem uma porta a frente, e uma luz se acendeu do lado de fora, pela claridade repentina vinda dali. Um barulho, ainda bem, um barulho... Um barulho não muito bom, um corredor, pode ser, e alguém vindo. Está vindo lentamente para ser ajuda, preciso sair daqui. É um medo, não sei o que é, é um turbilhão de adrenalina abrindo o ventrículo direito, é a pupila dilatada, é a vontade de correr pela própria vida, tão grande que involuntariamente os músculos da perna se acham no direito de começar a ação e acabam batendo em tudo. Mais dor e o barulho mais próximo. A porta se abre e eu grito. A claridade amarela me cega, mas vejo o suficiente pra saber que o recinto está desmoronando e meus grilhões caem por terra. Corro, corro pela floresta escura e sem lei. Bato de frente com uma porta no meio de uma clareira, bem a tempo de vê-la se abrir. Aquilo não sei o que era, era um medo, não sei o que era, veio pra mim, nada senti. De repente, não era mais medo, não era mais nada.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Ele.
Ele procurava um lugar bom pra se confortar. Todos os dias são especiais, ele não vê mais nada de errado. Hoje é tudo normal! Ele não quer mais ficar lembrando e falando de coisas ruins, agora, ele só pensa em escrever coisas bonitas, pois descobriu a verdadeira resposta sem esforço, sem procurar! Em meio a tantas palavras de desespero, de agonia, ele encontrou o seu verdadeiro valor, o seu “eu” que estava se apagando com o tempo por culpa dos seus tropeços sem fundamentos. Tudo começa a fluir naturalmente. É ótimo o que ele sentiu/sente. Não existe nada no momento que possa lhe impedir de ser feliz. Foram anos procurando respostas, ele nunca soube entender, e nunca quis acreditar que a felicidade e o amor se encontram sempre no melhor lugar, seja notável, ou não. Ultimamente ele se sente ótimo.Hoje ele não procura implantar memórias de um passado. Hoje, ele começa a ir em frente sorrindo e com a cabeça erguida. Sempre superando,ele continua andando.
domingo, 19 de abril de 2009
O hoje de ontem.
Hoje eu só preciso sentir algo forte. Hoje eu só preciso encontrar o que me faz transbordar em alegrias, mas se eu não encontrar nesse momento, continuarei seguindo e procurando.
Apesar de passar horas tentando ser forte, às vezes me acompanha aquele vagão entre o peito e isto estava me torturando há dias. Por dias eu fiquei tiquetaqueando com o relógio procurando respostas em meio a tudo que eu vejo e chego novamente a uma conclusão bem elaborada. Mesmo necessitando sempre de algo mais pura que a água, mesmo querendo sempre o melhor em tudo, hoje me vejo e sinto que sou feliz.
Chega de procurar no lugar errado. Chega de viver contos de fada. Danem-se tudo!Não vou mais desperdiçar meu tempo com pensamentos sem futuros.
Hoje (mais uma vez) eu devo seguir e dando o meu melhor para tudo. Sem medo de viver, sem medo de arriscar, sem medo de nada.
Apesar de passar horas tentando ser forte, às vezes me acompanha aquele vagão entre o peito e isto estava me torturando há dias. Por dias eu fiquei tiquetaqueando com o relógio procurando respostas em meio a tudo que eu vejo e chego novamente a uma conclusão bem elaborada. Mesmo necessitando sempre de algo mais pura que a água, mesmo querendo sempre o melhor em tudo, hoje me vejo e sinto que sou feliz.
Chega de procurar no lugar errado. Chega de viver contos de fada. Danem-se tudo!Não vou mais desperdiçar meu tempo com pensamentos sem futuros.
Hoje (mais uma vez) eu devo seguir e dando o meu melhor para tudo. Sem medo de viver, sem medo de arriscar, sem medo de nada.
sábado, 18 de abril de 2009
O que te faz usar uma placa ou simplesmente camuflar-se pra agradar? Você ou seus pais?
Hoje, deparo-me em meio a palavras, algo bem escrito. Tenho uma mania de sair mesmo lendo os fotologs, matérias em jornais e revistas, é algo bem a minha mesmo, gosto sempre de me atualizar, não em relação a músicas, estilos, mas sim no jeito das pessoas, mas modo que elas pensam!Como disse li um texto de um garoto, com poucas palavras, mas chamou mesmo a minha atenção, ele cita coisas que acontecem com ele e que a meu ver, geralmente acontece com muitos, penso eu que acontece com a maioria dos jovens de hoje em dia!Camufla-se ou simplesmente usar uma placa é bem a cara de muitos, não que seja por acaso, é que o medo é bem maior, a necessidade de viver as estreitas da vida pra muitos, acaba sendo algo cômodo, por culpa da sociedade ou simplesmente dos pais, é bem isso mesmo, o foco sempre acaba sendo os pais, até porque é bem difícil aceitar uma opção sexual, um estilo na sociedade hoje em dia e se a sociedade descrimina, acaba tornando alvo dos pais também ainda mais quando a discriminação é com os filhos! Em destaque, quero por os pais, é que o causador maior do desastre emocional, querendo ou não, são deles, eles quase sempre não procuram envolver-se com os filhos, ou simplesmente acaba deixando de lado as necessidades de um carinho, uma simples conversa, uma coisa que é muito válida pra todos nós e acabamos por fim, vivendo sozinhos e desde sempre conhecendo sozinho o mundo. Por não ter um cotidiano amplo, cheio de conversas com os pais, acabam todos criando um ‘mundinho de mistérios e mentiras’ onde deixam de mostrar quem são realmente, por medo, por ressentimentos que isso possa futuramente machucar ou não ser aceito mesmo pelos pais, além do mais, a sociedade a gente dribla, sou prova disso, canso de ver várias pessoas por ai que na rua é uma coisa, em casa é outra, mas sei também que não é bem isso que elas queriam viver, algumas procuram o conforto na tal data, aquela que vem com o ar de liberdade, o tão esperado 18 anos!A necessidade de mostrar seu verdadeiro ‘eu’ acaba crescendo ao longo dos dias, as vivencias, os relacionamentos acabam ficando sérios e o caminho mais estreito e ‘sombrio’, até porque, apesar da necessidade, o medo predomina mesmo e disso não podemos discordar, mas eu paro e pergunto: será que vale mesmo a pena viver anos usando uma placa ou camuflar-se pra agradar a família ou uma parte da sociedade? Será que vale a pena viver uma mentira?! As minhas perguntas pode ser as mesmas que as suas!Então, pra ser breve e terminar, quero responder: NÃO É DIGNO VIVER ASSIM! Já parou pra ver quantos anos de sua vida você perdeu e esta perdendo não mostrando quem você é na realidade? Já parou pra pensar na vergonha que você passa por não querer mostrar seu verdadeiro ‘eu’? Comece a pensar a partir de hoje porque isso nunca foi válido e não vai ser agora, digo mais, quem perde com o medo são vocês, até porque não existe nada mais justo, mais prazeroso que viver a realidade, pode ergue a cabeça e seguir em frente sem medo!Não perca seu tempo esperando seus 18 anos, mostre quem é você e não tenha medo de viver.
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